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A ESTÉTICA DA PANDEMIA

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A ENTROPIA DA CIVILIZAÇÃO BOÇALIZADA

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VIVA A MÚSICA! – Andrés Caicedo – Tradução Luis Reyes Gil – Editora Rádio Londres

Este é o único romance deste escritor colombiano (ele se matou logo depois de receber a primeira cópia impressa de sua obra prima). É um relato da viagem iniciática de uma adolescente na loucura do início dos anos 70 na cidade de Cáli… no começo confesso que não gostei, parecia aqueles livros sobre juventude rebelde publicados na década de 80… no entanto a medida em que a estória se desrenrola o livro ganha densidade até o seu final contundente, como que a medida que a protagonista vai ganhando experiência sua linguagem vai se rebuscando (a estória é narrada em primeira pessoa)… Na verdade a personagem principal não é a adolescente María del Carmem… a personagem principal é a música. No final do livro há um apêndice que mostra as diversas citações musicais que o autor fez… consultando-o eu descobri um monte de pérolas da música latina: Richie Ray e Bobby Cruz, Johnny Pacheco, Arsenio Rodrigues, o grupo La Cospiración, Mon Rivera, Yaco Monti, José Alfredo Jiménez, Tite Curet Alonso, Willie Colón, etc
VIVA A MÚSICA! – Andrés Caicedo – Tradução Luis Reyes Gil – Editora Rádio LondresEste é o único romance deste escritor colombiano (ele se matou logo depois de receber a primeira cópia impressa de sua obra prima). É um relato da viagem iniciática de uma adolescente na loucura do início dos anos 70 na cidade de Cáli… no começo confesso que não gostei, parecia aqueles livros sobre juventude rebelde publicados na década de 80… no entanto a medida em que a estória se desrenrola o livro ganha densidade até o seu final contundente, como que a medida que a protagonista vai ganhando experiência sua linguagem vai se rebuscando )a estória é narrada em primeira pessoa)… Na verdade a personagem principal não é a adolescente María del Carmem… a personagem principal é a música. No final do livro há um apêndice que mostra as diversas citações musicais que o autor fez… consultando-o eu descobri um monte de pérolas da música latina: Richie Ray e Bobby Cruz, Johnny Pacheco, Arsenio Rodrigues, o grupo La Cospiración, Mon Rivera, Yaco Monti, José Alfredo Jiménez, Tite Curet Alonso, Willie Colón, etc

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O SOM E A FÚRIA

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O JARDIN DAS VEREDAS QUE SE BIFURCAM

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EL MATERIAL HUMANO – RODRIGO REY ROSA – Editora Alfaguara

Esta edição é espanhola, mas o livro foi publicado aqui em 2012 pela Editora Benvirá, com tradução de Josely Vianna Baptista… Neste livro, o escritor guatemalteco mistura ficção com um diário sobre suas visitas ao arquivo histórico da polícia nacional da Guatemala que ocorreram em 2005, salpicado com citações de alguns mestres da literatura (Borges, Bioy Casares, Voltaire, Zagajewski, Salvator Rosa, Stefan Zweig, etc.) … um daqueles livros que podem ser lidos em vários níveis com fios narrativos interpenetrantes (histórico, político, literário, autobiográfico, etc.)

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CUORE ANTENA

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EXPOSIÇÃO MANHOSAS GATINHAS – ESTAÇÃO DO METRÔ CONSOLAÇÃO – 1994

Já que todo mundo está em casa, aqui vão imagens de uma exposição que fiz no século passado, para que vocês desfrutem


A EDUCAÇÃO PELA PEDRA – João Cabral de Melo Neto – Editora Alfaguara.

Na verdade esta edição é uma reunião de quatro livros deste grande poeta: Quaderna, Dois Parlamentos, Serial e A Educação Pela Pedra. Para mim um dos melhores poemas feitos em Pindorama é “Rio Sem Discurso”, mas temos outras pérolas: “Mulher Vestida de Gaiola”, “ Imitação da Água”, “ O Sim Contra o Sim”, “Tecendo a Manhã”, etc… confiram !!!

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Pindorama perdeu nesta semana um dos seus cineastas mais geniais: José Mojica Marins, que como Chaplin, criou um personagem que se confunde com o seu criador…

Para mim, um dos momentos mais criativos do cinema mundial, é a abertura do filme “O Estranho Mundo de Zé do Caixão” quando em uma fusão entre a imagem de uma tempestade e a imagem do Zé do Caixão, uma voz proclama:

“ Quem sou eu, não interessa, como não interessa quem é você, ou melhor, não interessa quem somos. Na realidade, o que importa é saber o que somos. Não se dê ao trabalho de pensar porque a conclusão seria: a loucura. O final de tudo, para o início de nada.
A coragem inicia onde o medo termina. O medo inicia onde a coragem termina. Mas será que existem a coragem e o medo? Coragem para quê? Medo do quê? De tudo? O que é tudo? De nada? O que é nada?
A existência, o que é a existência? A morte? O que é a morte? Não seria a morte o início da vida? Ou seria a vida o início da morte?
Você não viu nada e quer ver tudo. Você viu tudo, mas não viu nada. Teme o que desconhece e enfrenta o que conhece. Por que teme o que desconhece e enfrenta o que conhece? Sua mente confusa não sabe o que procura. Porque o que procura confunde sua mente. E nasce o terror. O terror da morte. O terror da dor. O terror do fantasma. O terror do outro mundo: Agora vê no terror que nada é terror, não existe o terror. No entanto o terror o aprisiona. O que é o terror? Ah! Não aceita o terror porque o terror é você.”

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