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{ Monthly Archives } February 2009

Já foi publicada na rede (web para os metidos) o segundo número da revista eletrônica TUDA, cuja capa foi feita por mim (como vocês poderão observar)… lá vocês encontrarão uma poesia de Arnaldo Xavier, um conto de Roniewalter Jatobá, traduções de Pádraig Mac Piarais e de John Updike (Eduardo Miranda), da canção irlandesa Finnnegan’s Wake, inspiradoira do livro homônimo de James Joyce (Souzalopes), entre muitas coisas interessantes que poderemos observar…

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UM PROGRAMA DE RÁDIO OUVIDO POR MILHÕES A DETALHAR AS COORDENADAS OCEÂNICAS – EDIÇÃO DIURNA

UM PROGRAMA DE RÁDIO OUVIDO POR MILHÕES A DETALHAR AS COORDENADAS OCEÂNICAS – EDIÇÃO NOTURNA

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MARCHA DE QUARTA FEIRA DE CINZAS

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Gostei bastante da exposição do Josef Albers e da Anne Albers que está em cartaz na Pinacoteca de São Paulo. Influenciado pelas cores dele e pelas gravuras dela, e também pelos quadros de Maurício Nogueira Lima (que sempre revejo no acervo daquele museu), fiz estes dois trabalhos:

RUÍNAS INCAS À BEIRA DO BEBERIBE

TEMPLOS ASTECAS NA CABECEIRA DO CAPIBARIBE

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NA CADÊNCIA DO SAMBA

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UM FREVO EM MEIO AO CALOR LATEJANTE DE UMA ESCARLATE TARDE TROPICAL

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PRA SUPORTAR ESTA COSTELA DE ADÃO

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A EXUBERÃNCIA ACÚSTICA DAS MATAS TROPICAIS

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Acabei de ler “Os Lusíadas”… e gostei sobretudo do final, quando após ter descoberto o caminho das Índias, Vasco da Gama é levado por Vênus para a Ilha dos Amores, onde seus marinheiros são contemplados pelas ninfas com vinhos, manjares e outros prazeres … Lá é dado ao ilustre navegador a oportunidade de contemplar o funcionamento do universo (segundo a astronomia da época, a ptolomaica). Adoro estes momentos em que os personagens após enfrentarem agruras, alcançam um vislumbre do universo !!!
Aqui vão três fragmentos que selecionei, o primeiro (estrofe 14 do Canto VI) quando Baco (que quer atrapalhar as conquistas lusitanas) vai até o reino de Netuno, convencê-lo para mandar tempestades para afundar a heróica esquadra … o segundo fragmento (estrofes 79 e 80 do Canto X) é quando Vasco da Gama vislumbra a “máquina do mundo” e o terceiro (estrofe 145 do Canto X) é um desagravo de Luís de Camões contra os seus patrícios (antevendo assim a derrocada do Império Português) … É curioso que Camões, antes de morrer, vendo Portugal passar para o domínio espanhol (devido ao desaparecimento de Dom Sebastião em Alcácer-Quibir) escreveu para um amigo estas palavras: “Enfim, acabarei a vida e verão todos que fui tão afeiçoado à minha pátria, que não me contentei de morrer nela, mas com ela”.
Aqui vão os fragmentos:

Pouca tardança faz Lieu irado
Na vista destas cousas, mas entrando
Nos paços de Neptuno, que, avisado
Da vinda sua, o estava já aguardando,
Às portas o recebe, acompanhado
Das Ninfas, que se estão maravilhando
De ver que, cometendo tal caminho,
Entre no reino d’água o Rei do vinho

(Os Lusíadas – estrofe 14 do canto VI)

Uniforme, perfeito, em si sustido,
Qual, enfim, o Arquetipo que o criou.
Vendo o Gama este globo, comovido
De espanto e de desejo ali ficou.
Diz-lhe a Deusa: «O transunto, reduzido
Em pequeno volume, aqui te dou
Do Mundo aos olhos teus, pera que vejas
Por onde vás e irás e o que desejas.

«Vês aqui a grande máquina do Mundo,
Etérea e elemental, que fabricada
Assi foi do Saber, alto e profundo,
Que é sem princípio e meta limitada.
Quem cerca em derredor este rotundo
Globo e sua superfície tão limada,
É Deus; mas o que é Deus, ninguém o entende,
Que a tanto o engenho humano não se estende.

(Os Lusíadas – estrofes 79 e 80 do Canto X)

No mais, Musa, no mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Dhüa austera, apagada e vil tristeza.

(Os Lusíadas – estrofe 145 do canto X)

Para finalizar fiquem com a homenagem que Jorge Luís Borges fez ao poeta lusitano:

“A Luís de Camões

Sem cólera nem mágoa arromba o tempo
As heróicas espadas. Pobre e triste,
À nostálgica pátria regrediste
Para com ela morrer nesse momento,
O capitão, no mágico deserto.
Tinha-se a flor de Portugal perdido
E o áspero espanhol, antes vencido,
Ameaçava o seu costado aberto.
Quero saber se aquém da derradeira
Margem compreendeste humildemente
Que o império perdido, o Ocidente
E o Oriente, o aço e a bandeira,
Perduraria (alheio a toda a humana
Mudança) em tua Eneida lusitana.”

( Jorge Luis Borges)

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CHURRO UVA: CHUVA

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