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{ Monthly Archives } April 2010

Alugamos um carro e saímos de Bariloche pela lendária Ruta 40, a estrada que corta a Argentina de norte a sul…

chegamos a El Bolsón, uma cidade situada em um vale, em meio a plantações de frutas vermelhas e cervejarias artesanais…

vejam a árvore situada na esquina da pousada em que estávamos hospedados…

pousada esta que servia este excelente café da manhã, com suco de pomelo (grapefruit), chá feito com ervas (nada desta estória de sachezinhos), pães caseiros, presunto crú, salame com páprica, além das exuberantes geléias da região…

esta é a vista do Cerro Amigo

este é o Rio Azul visto do mirador… reparem no fundo, ao longe, o Lago Puelo

na estrada que leva a estes lugares magníficos, brotam pés desta prima da framboesa…

esta é uma formação rochosa denominada Cabeza del Indio

de novo o Rio Azul, agora de perto…

este é o Lago Puelo…

e este é o Lago Epuyen, visto no final da tarde…

No dia seguinte, pegamos de novo a Ruta 40 com destino a Trevelin, mas antes passamos de novo no Lago Epuyen, só que agora em outro lado deste lago…por sinal no início do século passado acreditava-se que  neste local havia um animal antediluviano, uma espécie de monstro do Lago Ness, mas para variar ninguém comprovou a existência do exótico animal…

depois um tempo deixamos a Ruta 40 e tomamos a Ruta 71, uma estrada de rípio (cascalho) com cerca de 150 Km que passa dentro do Parque Nacional Los Alerces, de lá tomamos outro atalho para o lago Cholila, mas devido ao rio homônimo que estava cheio, não conseguimos atingir este local… pelo menos deu para curtir a paisagem…curioso que Butch Cassid morou nesta região antes de ir para a Bolívia…

retornamos a Ruta 71, onde avistamos a Lagoa Rivadavia, estas frutas vermelhas que parecem tomates cerejas são na verdade Rosa Mosqueta…

finalmente, depois de muito sacolejar, encontramos o asfalto…

e chegamos a Trevelin, cidade fundada por imigrantes galeses…

No dia seguinte fomos visitar o Museu local situado em um prédio onde funcionava um antigo moinho…

lá dentro fotografei este antigo trator Fordson

a tarde fomos para Esquel, onde visitamos a estação de esqui de Las Hoyas

a subida foi custosa…

mas na descida paramos para apreciar a paisagem

que era maravilhosa…

e de quebra avistamos estas simpáticas vicunhas

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Primeira postagem de imagem da viagem. Cerro Tronador na Patagonia Argentina. Depois tem mais…

Este é o glacial do Cerro Tronador que avistei após uma caminhada de 7 km (só de ida, na volta foram mais sete mil metros)

Reparem nas formas geométricas que o gelo faz nas ao cair nas folhas…

Não dava para prosseguir pois era zona de avalanches… vejam que os glaciares ao derreterem formavam casatas…

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Graças a uma dica do amigo Alexandre Vilares agora estou postando de novo!!! E os comentários começaram a funcionar, porém a letra dos comentários está em branco sobre fundo branco…parece até uma homenagem ao Malevitch, mas na verdade é que eu não consegui arrumar ainda… porém que quiser ler pode selecionar o conteúdo do comentário que os escritos milagrosamente aparecem… Leiam os comentários dos meus amigos Javé e Conrado… agora pé na estrada a caminho de Esquel… e vamo que vamo!!!

Diário de bordo: depois de aterrissar em Bariloche (ou como chamam os locais Brasiloche, devido ao enorme número de emboabas que vem fazer compras), passamos dois dias nesta cidade que tem suas qualidades para quem sabe aproveitar, como por exemplo os passeios a pé pelo Parque Nacional Llao Llao, com direito a uma passada na beira do Lago Moreno e outra no Lago Escondido (5 Km) e pelo Glacial Tronador, quase no limite com o Chile, e um lugar mágico chamado Pampas Linda onde depis de andar 14 Km para ver os glaciares, saboreei uma deliciosa cerveja stout artesanal chamada Diuka… Bariloche tem tambem bons restaurantes como por exemplo “El Boliche de Alberto”, onde comprovei que o melhor jeito de perceber se uma churrascaria é boa é pelo modelo da faca…
Ontem pegamos estrada (tomei coragem e aluguei um carro) e fomos pela famosa Ruta 40 até El Bolsón, uma cidadezinha muito simpática localizada em um vale onde se cultivam frutas vermelhas e lúpulo, o que quer dizer que o lugar tem muitas cervajas artesanais… a noite fomos na cervejaria E Bolsón onde ouvimos versões argentinas das músicas de Martinha, AntonioCarlos & Jocafi , etc… Hoje fomos ao Cerro Amigo, ao Rio Azul e aos Lagos Puelo e Epuyen, depois só outro bife de chorizo acompanhado de um bom cabernet sauvignon patagônico e um sorvete de pomelo (grapefruit) e cardamomo para fechar com chave de ouro….

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A citação do dia vem de um livro de um californiano filho de armênios chamado William Saroyan publicado pelo meu avô em 1947, leiam:

PRECE COMUM

As planuras, Senhor, todos os silêncios da mente, os corredores perdidos, os pilares, os lugares por onde caminhamos, os rostos que vimos e as vozes das criancinhas. Mas acima de tudo, os hieróglifos, a santidade, a figura talhada de pedra, a linha tão simples, a nossa linguagem, a curva articulada, digamos, da folha, do sonho e do sorriso, a mão que tomba, os membros que se tocam, amor de universos, nenhum temor à morte e alguma nostalgia. Sim, e a luz, nosso sol, Senhor, e o sol de homens desconhecidos, as manhãs perdidas no tempo de gigantes e pigmeus em toda parte, um homem chamado Bach, outro chamado Cezanne e os outros, de nomes perdidos, as multidões agora se reúnem em uma única, anônima, nosso rosto, o lamento de multidões anônimas, nossa forma, estatura, homens caminhando sob a luz, em muitos lugares, para começar na Ásia, Europa, África, e através do mar fluido da mente, Atlântico, rumo oeste para este lugar, América, os fuzileiros navais em parada, o sorriso do pálido Wilson, liberdade para a Lituânia, viva a Polônia, e os condados do Texas, melancias e miséria, nossas graças a vós, oh Senhor. Também para os numerais para que se possa arquivar a nossa dor em fichas: um para tristeza, dois para dor, três para a loucura e mil e dez mil e o reconhecimento da eternidade, anos alegres, a barba de Darwin, digamos os olhos de Einstein, presumamos, os dedos do grande pianista polonês e assumamos todas as coisas numericamente, a riqueza de Ford, de Mellon, a miséria de – pensemos em um nome digno – de Pound, digamos, ou ainda, do desconhecido, do jovem anônimo do Município de Clay, em Iowa, sozinho, sentado, escrevendo histórias para Deus e para o Saturday Evening Post – isto é, a idéia da coisa, o anonimato do horror, a solidão, esperando pela fama e uma breve nota, você, o nome, meu rapaz, você é famoso, um conto publicado no Post, graças, oh Senhor!

( William Saroyan – tradução: James Amado )

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AS CROMÁTICAS ONDAS DA MODULAÇÃO

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A ESTRUTURAÇÃO DAS CORES EM MEIO AO CURVILÍNEO LIRISMO DE SUAVES AFAGOS

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THE VALLEY OF EXPERIENCE

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O DESTINO É O DESTINO

Naquele verão de 2018 um único assunto dominava as conversas nos bares: acorreção de uma terrível injustiça, simplesmente o maior escândalo do futebol de todos os tempos: a partida realizada em trinta anos antes em que a Argentina goleara o Peru por seis a zero na Copa de 1978 fora considera inválida… Isto mesmo, quarenta anos depois foram encontradas provas contundentes de que aquilo fora uma enome armação… o time platino precisava de uma vitória com no mínimo quatro gols de diferença para ir à final do mundial e a seleção peruana era um osso duro de roer…
Porém o vestiário do escrete peruano foi visitado por ninguém mais, ninguém menos do que o ditador argentino Rafael Videla e Henry Kissinger e a seleção platina venceu por seis a zero em uma dos jogos mais esquisitos da história das copas do mundo…
Agora tudo estava esclarecido…depois de encontradas as provas, a FIFA determinou que o Brasil (que fora prejudicado com a terrível armação) jogasse com a Holanda para a definição do campeão da Copa de 1978, quarenta anos depois…o mais absurdo foi que a entidade futebolística exigiu que a partida fosse disputada com os mesmos jogadores daquele torneio, (ou seja seria uma partida de veteranos que iria definir mais uma seleção campeã do mundo), obrigou as seleções a jogar com o mesmo fornecedor de material esportivo daquela copa(para a revolta do fornecedor atual) e por fim, os direitos de transmissão foram dados somente para as emissoras que transmitiram a copa de 1978 …
Josias Guilherme deveria se animar com a notícia, pois quando assistira este torneio aos quatorze anos de idade ficara revoltado com o acontecido…finalmente teria a chance de ver aquela terrível injustiça ser reparada… porém a vida do nosso protagonista se encontrava em um terrível dilema: por pura covardia desistira de uma carreira incerta de artista plástico e optara pelo funcionalismo público, uma ilha de relativo conforto em meio a um oceano de mediocridade… ou seja, ele não se tornara o artista que sonhara ser aos quatorze anos de idade…
Seria sua falta de coragem para assumir o posto de um dos pintores mais consagrados do planeta, fruto da decepção com aquela partida??? Com aquela armação??? Se até a copa do mundo é arranjada, por que é que alguém vai lutar para cumprir a sua missão, se tudo está previamente determinado???
Talvez… talvez aquele jogo tivesse atrapalhado tudo… talvez ele devesse se resignar a viver assim até a aposentadoria… e não era que ele estava resignado???
Porém, na manhã do dia do jogo nosso protagonista viu uma esfera no céu… e a esfera explodiu!!! de dentro dela saiu uma esfera menor, e esta esfera menor explodiu também!!! e surgiu uma esfera menor ainda… e sucessivamente foram explodindo e surgindo esferas… até que a sétima esfera fez uma espécie de rodopio e sumiu no ar… a partir daí ele compreendeu que tudo mudaria em sua vida… o fato é que a justiça foi feita: o Brasil foi heptacampeão Mundial de Futebol e Josias Guilherme pode enfim iniciar a sua caminhada para a glória…

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pascoa2010

A Páscoa é a celebração da ressurreição… por isso este blog, depois de um tempo de inatividade, ressuscita revigorado!!! Agora estou dividindo as postagens por assuntos na coluna á esquerda… (não está tudo devidamente classificado ainda, vai demorar um bocado para deixar a casa em ordem ,mas um dia eu chego lá)… e vamos em frente… Feliz Páscoa para todos vocês !!!