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{ Monthly Archives } October 2011

Ganhei de minha amiga Mônica, uma lapiseira KOH-I-NOOR GAUDI, com grafite multicolorido… primeiro fiz este soldado imperial…

… depois fiz estes desenhos abstratos

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O URBANISTA ANIVERSARIANTE

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SINFONAS ARABESCAS ACOMPANHANDO UM BAIÃO TROPICAL

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ATENÇÃO, ATENÇÃO!!!

Devido a terríveis problemas a postagem de 2 de Outubro foi realizada muito porcamente… finalmente agora consegui consertar e postar do jeito que eu queria… movam o cursor para baixo e revejam a performance, agora postada da maneira desejada.

REDES SOCIAIS

Após horas e horas de meditação Genésio Amarildo definiu a estratégia que iria usar para conseguir uma namorada: iria criar uma identidade falsa em uma destas redes sociais… até aí nada de novo, só que a idéia de nosso protagonista era bastante original: invés de colocar um foto de outra pessoa ou de se passar por milionário, Genésio Amarildo colocou um foto dele (por fora ele se mostrava como era), porém por dentro ele alterou completamente seu perfil…

“- hoje em dia é tudo aparência, e nada de conteúdo… de aparência eu não estou mal e não tenho motivo algum para não botar uma fé na minha estampa, porém meus gostos não batem com da maioria, se mostrar o que penso não serei aceito… vou criar uma identidade vazia, de uma boçalidade superficial, um tipo bem chucro, bem imbecil mesmo… aí serei um sucesso com a mulherada.”

A partir daí aparece mais um usuário destas redes sociais:

mais um que adora camarão na moranga (quando o verdadeiro Genésio Amarildo preferia o clássico camarão a grega),

mais um que ouve Kenny G (quando o verdadeiro Genésio Amarildo ouvia Cannonball Adderley),

mais um que estava lendo “Marley e Eu¨ de John Grogan (quando o verdadeiro Genésio Amarildo lia “Pornopopéia” de Reinaldo Mores)…

… e assim por diante…

Então ele começou a se relacionar virtualmente com diversas pessoas, mas ele não achava nenhuma delas suficientemente interessante para tentar marcar um encontro… até que ele viu uma foto de Albeta Arrelia: uma morena linda, uma verdadeira estátua em forma humana, e com uma expressão de alguém inteligente, apesar de gostar de ouvir Kenny G e de ter opiniões sobre a vida imbecis e superficiais, aliás tanto quanto as do Genésio Amarildo fictíco.

Ela também parece que gostou do nosso protagonista, tanto que uma semana após se conhecerem virtualmente, resolveram se conhecer pessoalmente. Marcaram encontro em um destes botecos clássicos falsificados. Genésio Amarildo chegou dez minutos antes do combinado, sentou-se pediu uma bebida que jamais pensou um dia beber: caipirinha de saquê com kiwi, e ficou observando as pessoas…

“- Será que ela vem??? Será que não é mais algum engôdo??? Será que ela colocou uma foto falsa??? Vamos ver se vejo alguma feinha solitária neste bar…”

Mas ele não viu nenhuma feinha solitária… o que ele viu foi uma verdadeira estátua em forma humana vir em direção a sua mesa e perguntar :

“- Genésio Amarildo???”

Ele ficou hipnotizado pelo olhar dela e após alguns instantes imóvel ele falou:

“- Sim sou eu… Nossa você é a Albeta Arrelia ??? Sente-se…”

Ela se sentou e pediu uma caipirinha de saquê (só que de morango), ele sugeriu batata frita e uma picanha no recheau (que ele pessoalmente achava fumegante & engordurante) … ela aceitou…

“- Vocé é parente do palhaço Arrelia?” Ele perguntou.

“- Sempre me perguntam isso, mas não sou não. O meu sobrenome Arrelia é na verdade uma abraseilirazão do sobrenome de maus antepassados irlandeses, os O’ Reilly.”

Ele iria falar: “- Nossa a terra de James Joyce” , mas se conteve… ela jamais saberia nada sobre James Joyce…

E conversa vai, conversa vem, ele diz:

“- Salve o lindo pendão de seus olhos e a saúde que o olhar irradia.”

… ele reparou que ela fez uma expressão desconfiada no início mas logo depois sorriu… ele também reparou na forma que ela segurava os talheres, era diferente… o garfo fica apontado para baixo, tal qual eles comem na Europa…

“- Muito esquisito alguém sem cultura segurar os talheres de uma forma como esta… vai ver é uma herança dos seus antepassados irlandeses…” – pensou

… e o encontro foi seguindo da forma corriqueira até que na hora da sobremesa ela pediu Morango com Chantilly… só que na hora de pedir, ela pronunciou a palavra “chantilly” corretamente, ou seja sem pronunciar o duplo LL…

“- É interessante reveillon todo mundo pronuncia “reveiôn”, mas chantilly ninguém pronuncia “chantiy”… ele pensou…

Mas aí era demais, alguma coisa estava errada… ela não era quem aparentava ser… então Genésio Amarildo disse:

“- Chega de fingir, Albeta Arrelia… quem você realmente é??? Você é muito mais requintada intelectualmente do que parece!!!”

“- Mas você também está fingindo que é um boçal!!! Pensa que eu não saquei aquela citação de Torquato Neto: salve o lindo pendão de seus olhos e a saúde que o olhar irradia”…

E então os dois descobriram que eram duas almas gêmeas, ambos tinham gostos semelhantes, só que fingiam ser quem não eram… mas agora que tudo estava esclarecido resolveram que não tinham mais necessidade de aguentar aquele fumacê gordurizante que agora vinha das outras mesas e decidiram pedir a conta…

“- Vamos para meu apartamento – ela falou – vou lhe mostrar uma gravação inédita que os Mutantes fizeram com Serge Gainsbourg: ‘La Javannaise’ e ‘Le Premier Bonheur Du Jour’, provavelmente gravadas em um intervalo dos shows que a banda paulistana fez no Olympia em 1969…”

“- Legal… vamos sim… só vou dar uma paradinha para comprar um champagne no meio do caminho, que além de celebrar o nosso primeiro encontro, servirá também para tirar da boca este gosto destas comidas medonhas e destas bebidas horríveis que estávamos tomando…”

“- Boa idéia, porque caipinhinha de saquê é de lascar… pensa que eu também não reparei que você fazia cara feia a cada gole que tomava???”

E assim o casal recém formado saiu daquela nuvem de gordura repleta de miasmas sebosos e seguiu para um futuro em que ambos simplesmente eram o que eram… somente o Genésio Amarildo e a Albeta Arrelia virtuais tiveram que mudar seus gostos e nunca mais puderam ouvir de novo o saxofone de Kenny G.

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tuda32

Já saiu a mais nova TUDA… Leiam!!!

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Ontem participei do ato O OUTRO LADO DO MURO – CRIAÇÃO COLETIVA, organizado pelo meu amigo Ricardo Fraga Oliveira, que resolveu protestar contra a construção de um prédio em uam área da Vila Mariana, e criou um movimento para que as pessoas discutam em que tipo de cidades queremos morar… há cerca de dois meses ele coloca uma escada ao lado do terreno onde está previsto o empreendimento e convida os transeuntes a observar o outro lado do muro… depois as pessoas escrevem e desenham em uma lusa mágica e estes desnhos são fotografados, digitalizados e colocados em uma comunidade do facebook chamada OUTRO LADO DO MURO… ontem estes desenhos foram pwendurados em um criativo varal…

participaram grafiteiros locais…

minha idéia de performance foi desenhar um prédio a lápis em uma tela e depois cobrir com tinta acrílica até sumir o prédio e formar uma palavra…

a criançada deu uma força…

já adivinharam qual é a palavra???

teve show da Cibele Troyano…

do Paulo Padilha e de outras pessoas…

enquanto um pequenino contribuía na criação, eu aplaudia o meu amigo…

por fim a palavra VIDA.


vejam uma sequência de fotos realizada pelo Zeca Lotufo

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