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{ Monthly Archives } April 2020

O MERGULHO NO DESCONHECIDO (A ENTROPIA DA CIVILIZAÇÃO DO SÉCULO PASSADO E O SALTO NO ESCURO)

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AS CIDADES DESÉRTICAS NA IDADE DO DESESPERO

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Hoje meus pais completam 60 anos de casados, sendo que eu, junto com minhas queridas irmãs, somos frutos desta união tão feliz!!! Parabéns aos dois!!!

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O SOM E A FÚRIA – William Falkner – tradução: Paulos Henriques Britto – Companhia das Letras

Em 1922 James Joyce publicou “Ulisses” que se passava em um único dia: 16/06/1904, relatando o cotidiano de um corrector de anúncios, de sua esposa e de um estudante em Dublin… em 1947 Malcolm Lowry publicou “A Sombra do Vulcão”, que se passava em 02/11/1938 relatando o último dia de um consul inglês alcoólotra em Guernavaca… No meio tempo entre a publicação destas obras, William Falkner ganhou um prêmio Nobel publicando um livro que se passa em quatro dias: 07/04/1928 (relantando um dia de uma pessoa com problemas mentais), 02/06/1910 (relatando o último dia de um suicida, irmão do primeiro), 06/04/1928 (relatando um dia de um picareta mau caráter, irmão dos dois anteriores) e 08/04/1928 (relatando um dia da empregada da família)… embora ocorra a evidente influência de Joyce na obra de Faulkner, podemos observar algumas inovações na obra do norte-americano, a principal: o fluxo de consciência não se dá somente no presente, mas também no passado… é uma leitura que começa difícil, pois a primeira seção é contada por uma pessoa com problemas mentais e temos vários personagens com o mesmo nome (*)… porém com o passar da obra vai ficando mais fácil… Enfim é um desses livros (como os anteriormente citados) que necessitam várias releituras… nesta edição temos também um relato do tradutor Paulos Henriques Britto (que fez um brilhente trabalho) e um pósfacio de Jean-Paul Sartre sobre a questão do tempo na obra de Faulkner.

O título do livro vem da frase de Shakespeare “A vida é uma história contada por um idiota, cheia de som e de fúria, sem sentido algum”, que a primeira vista se referere a Benjamin (o protagonista da primeira parte). Porém se analisarmos atentamente, tanto Quentin quanto Janson (os protagonistas das partes seguintes) são igualmente idiotas…

Eis aqui uma das passagens mais brilhantes, que está no início da segunda parte:

“Era o relógio de meu avô, e quando o ganhei de meu pai ele disse Estou lhe dando o mausoléu de toda esperança e todo desejo; é extremamente provável que você o uso para lograr o reducto absurdum de toda experiência humana, que será tão pouco adaptado às suas necessidades individuais quanto foi às dele e às do pai dele. Dou-lhe este relógio não para que você se lembre do tempo, mas para que você possa esquecê-lo por um momento de vez em quando e não gaste todo seu fôlego tentando conquistá-lo. Porque jamais se ganha batalha alguma, ele disse. Nenhuma batalha sequer é lutada. O campo revela ao homem apenas sua própria loucura e desespero, e a vitória é uma ilusão de filósofos e néscios.”

(William Falkner)


(*) Temos dois Jason (pai e filho), dois Quentin (tio e sobrinha) e dois Maury (tio e sobrinho, sendo que este ultimo muda de nome e passa a se chamar Benjamin).

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OUVINDO A TRILHA SONORA DO LIVRO “VÍCIO INERENTE” DE THOMAS PYNCHON

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Autoretrato

A ESTÉTICA DA PANDEMIA

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A ENTROPIA DA CIVILIZAÇÃO BOÇALIZADA

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