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{ Monthly Archives } dezembro 2020

Ontem, um amigo dos meus pais e pai dos meu amigos, nos deixou: Alberto Siciliano Villares, uma des pessoas mais elegantes que já conheci… numa das últimas vezes que almoçamos, encontrei-os, ele e sua adorável esposa Ana Marta, em um restaurente francês, junto com meus pais… como estava calor e resolvera comer um steak tartar, pedi um dry-martini para iniciar os trabalhos… ao ver o garçon anotar o pedido, Alberto se virou para os meus pais e disse: – “Nossa! Como o seu filho é civilizado!”… na verdade, eu só tenho mesmo um verniz de civilização… civilizado mesmo era ele… civilizados são sua esposa Ana Marta e seus filhos João, Alberto Neto e Alexandre… Quem conheceu o Alberto Villares, teve a sorte de travar conhecimento e amizade com uma figura brilhante, espirituosa e divertida… Eu tive esta sorte, e com o aprendizado deste convívio, vou me esforçando para parecer civilizado…

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GIBSON

Faça um Dry-Martini, só que em vez de colocar uma azeitona coloque uma (pode ser duas ou mesmo três) cebolinha em conserva. Uma dica (que vale também para o Dry-Martini): lave as cebolinha (ou azeitona no caso do Dry-Martini); faz muita diferença: aquela água da conserva, se não for retirada estraga o coquetel.

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MÉRITOS INATOS

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É PRECISO RESGATAR O PENSAMENTO DE VILANOVA ARTIGAS

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OS ANÉIS DE SATURNO – W. G. Sebald – Tradução José Marcos Macedo – Companhia das Letras

Um escritor alemão viaja a pé pela costa oeste da Inglaterra: Suffolk, Lowestoft, Somerleyton, Southwold, Dunwich, Middleton, Woodbridge e Orford.
Nestas andanças ele colhe uma série de fatos históricos ocorridos nas mediações e relaciona com outra série de fatos, obras de arte, etc. para tecer cometários sobre a deterioração da civilização… discorre sobre a obra do médico e escritor inglês Thomas Browne, o quadro “A Lição de Anatomia” de Rembrandt, a pesca do arenque no início do século XX, o conto “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius” de Jorge Luis Borges (que se refere a Thomas Browne em seu final), a batalha naval de Sole Bay em que 75 navios holandeses se debateram contra uma esquadra anglo-francesa de 93 navios em Southwold, a história de São Sebaldo e da construção de seu túmulo em Nuremberg, a exploração belga no Congo e seu impacto tanto na obra de Joseph Conrad quanto no irlandês Roger Casement (que além de denunciar aqueles abusos na África, denunciou também os maus tratos a trabalhadores no Brasil, onde foi cônsul em Santos, Belém do Pará e Rio de Janeiro), a rebelião de Taiping em 1850, quando um movimento messiânico de inspiração crista-confunciana foi esmagado pelas tropas do exército imperial chines com apoio de tropas britânicas, a cidade portuária de Dunwich destruída pela força da natureza, as vidas do poeta Swinburne, de Edward FitzGerald (que traduziu o poema “Rubaiyat” de Omar Khayyam) e do Visconde de Chateaubriand, a história da sericultura, entre outras coisas.

Talvez a melhor definição desta obra seja a relatada por um personagem do livro “Triologia da Guerra” de Agustín Fernández Mallo :

“Pois bem, o correto é que eu sempre havia pensado que esse livro de Sebald é um fractal em si mesmo, quer dizer, que o escritor faz é, precisamente, percorrer a mesma costa que Mandelbrot já havia tipificado antes como o primeiro fractal, mas ainda, e aí está a importância do livro de Sebald, ele nos narra tudo fractalmente, repito, nos narra tudo fractalmente, seu estilo, a forma de apresentar os feitos e contar a História é em Sebald também um fractal, porque não procede como o típico caminhante historiador que narra batalhinhas lineares, nem como o típico escritor que separa detalhes pontuais e meras recordações mais ou menos sentimentais, mas trata a História e sua caminhada fractalmente, envolve-a toda fractalmente…” (*)

(*) A tradução é minha.

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