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{ Tag Archives } artes plásticas

Rafael Moralez está exibindo seus desenhos no bar Jazz nos Fundos, que fica na R. João Moura 1076, vejam aqui alguns de seus trabalhos e vejam aqui a galeria dos artistas que expõem naquele local… muita gente genial!!!

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Ontem participei do ato O OUTRO LADO DO MURO – CRIAÇÃO COLETIVA, organizado pelo meu amigo Ricardo Fraga Oliveira, que resolveu protestar contra a construção de um prédio em uam área da Vila Mariana, e criou um movimento para que as pessoas discutam em que tipo de cidades queremos morar… há cerca de dois meses ele coloca uma escada ao lado do terreno onde está previsto o empreendimento e convida os transeuntes a observar o outro lado do muro… depois as pessoas escrevem e desenham em uma lusa mágica e estes desnhos são fotografados, digitalizados e colocados em uma comunidade do facebook chamada OUTRO LADO DO MURO… ontem estes desenhos foram pwendurados em um criativo varal…

participaram grafiteiros locais…

minha idéia de performance foi desenhar um prédio a lápis em uma tela e depois cobrir com tinta acrílica até sumir o prédio e formar uma palavra…

a criançada deu uma força…

já adivinharam qual é a palavra???

teve show da Cibele Troyano…

do Paulo Padilha e de outras pessoas…

enquanto um pequenino contribuía na criação, eu aplaudia o meu amigo…

por fim a palavra VIDA.


vejam uma sequência de fotos realizada pelo Zeca Lotufo

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CONFRATENIZAR – REFLETIR -CRIAR

Venha participar do movimento que se preocupa com a qualidade de vida em nosso espaço urbano

O OUTRO LADO DO MURO – INTERVENÇÃO COLETIVA
REFLEXÃO SOBRE A CIDADE, O USO E OCUPAÇÃO DO SEU ESPAÇO

Local: Rua Conselheiro Rodrigues Alves altura do nº 575
Data: 01 de outubro, sábado das 10 as 16 hs.
Ato simbólico: das 12:00 às 12:30 hs (traga seu banquinho para ver o outro lado do muro).

ATIVIDADES CULTURAIS PROGRAMADAS – LIVRE CRIAÇÃO.

PS.: Eu estarei lá e pintarei uma tela ao vivo!!!

Veja a página do facebook “O OUTRO LADO DO MURO – INTERVENÇÃO COLETIVA.

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Ontem finalmente fui na Bienal… já sabendo o que me esperava: um monte de salas exibindo vídeos, outro monte de salas com instalações… mas tenho certeza que em uma Bienal sempre tem alguma coisa boa (a menos que deixem o prédio vazio, como na anterior)… bem, nesta gostei das obras de Carlos Vergara sobre o Cacique de Ramos (principalmente as fotografias em 3d lenticular), das obras de Antônio Manuel (principalmente do filme “Semi-Ótica”) e do solitário retrato que Flávio de Carvalho fez de Sérgio Buarque de Holanda em tinta guache fluorescente sobre papel… solitário porque estava em uma parede largado, enquanto que a série de desenhos que Flávio de Carvalho fez de sua mãe agonizante estava em outro andar, em frente a umas gravuras do Goeldi, aliás, diga-se de passagem, tanto os desenhos quanto as gravuras estavam muito mal iluminados, coisa de amador. Tinha também uma exposição no Museu de Arte Contemporânea (MAC) que está incorporado à Bienal, chamada “UM DIA TERÁ QUE TER TERMINADO” onde gostei das pinturas pop-art “Comemoração de Gol” de Vera Ilce Cruz e “A Subida do Foguete” de Cláudio Tozzi…
Quanto ao resto Bienal, são três palavras: NO ME GUSTA.

A noite fui no lançamento da História em Quadrinhos “Peixe Peludo” de meu cunhado Rafael Moralez (texto) e Rodrigo Bueno (desenho), lá na praça Roosevelt, na HQ MIX, uma livraria de quadrinhos… estava bem animado … é legal ver casais com crianças à noite caminhando na rua em meio a malucos civilizados. Já li a história em quadrinhos e gostei bastante… gostei do texto, das reflexões lacônicamente agudas sobre a vida em São Paulo… gostei do desenho pois além de muito bem feito, há referências urbanísticas (quem mora na paulicéia reconhece muitos lugares), referências a sinalização de trãnsito (o filósofo Vilém Flusrer dizia que o semáforos são o princípio da comunicação não verbal que irá dominar o mundo) e citações e mais citações, desde as mais óbvias como ao quarto de Van Gogh até as mais sutis (os quadro do quarto do Peixe Peludo são ilustrações de Rafael Moralez). Vejam a matéria que saiu no site da VEJA e admirem a obra!!!

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Agora estou lendo a obra completa de Baudelaire, e estou fascinado com as críticas de arte que ele escreveu… para me aprofundar no assunto estou estudando a pintura de Delacroix, Ingres, Daumier, Géricault, Haussoullier, etc… É interessante a disputa entre artistas desenhistas e coloristas… vejam estas frases, uma de Ingres (defendendo o desenho) e outra de Delacroix (defendendo a pintura ):

“Uma coisa bem desenhada está sempre bem pintada.”
( Ingres )

“Quando os tons são justos, os traços se desenham por si.”
( Delacroix )

E vejam finalmente a solução que Baudelaire dá ao problema:

“Portanto, é possível ser ao mesmo tempo colorista e desenhista, mas em certo sentido. Assim como um desenhista pode ser colorista com as grandes massas, assim também um colorista pode ser desenhista com uma lógica plena do conjunto de linhas; porém uma dessas qualidades sempre absorve o detalhe da outra.”
( Baudelaire)

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Se você mora ou está passando por São Paulo, aqui vai uma dica: Amanhã termina a exposição de fase pop de Maurício Nogueira Lima no Centro Universitário Maria Antônia… portanto: NÃO MARQUEM TOUCA !!!
Aqui vai uma poesia que o grande mestre publicou no catálogo de sua exposição na Galeria Nobilínea em 15/03/1965:

a exposição

a cidade com suas coisas.
coisicidades
a paisagem: céu, terra, montanhas, árvores, etc…
foi modificada pela nova paisagem informação.
complexo de coisas fabricadas e prefabricadas,
úteis ou inúteis.
a arquitetura modificada pelas coisas.
postas nela.
já nela.
placas coloridas, letras agrupadas, palavras,
palavrões, palavrinhas, figurinhas feita por figurões.
as ruas modificadas, orientadas por sinais
não entre, não faça, não pare, não morra.
pessoas ordinárias dão ordens
pessoas de nada cumprem
pessoas de tudo compram
em movimento há gente, máquinas e bichos.
nas paradas só máquinas e bichos.
a máquina mata a gente.
a gente mata o bicho.
há gente cabeça de lata
há máquinas cabeça de gente
todos concordes – há ordem.
o erro é proibido.
a máquina não erra e se o faz
arrebenta e explode.
o homem erra e quando o faz
vive, liberta-se e apreende.
o homem critica a ordem
o homem critica a máquina
o homem critica
o homem cria.
a arte é do homem.
os trabalhos expostos são tudo isto, pinturas, cartazes,
objetos, críticas e coisas.
a experiência gráfica (comunicação visual) e a pictórica
concreta ordenada
encontra a vida e liberta-se
liberta-se das curiosidades científicas.
dos jogos formais de efeitos ópticos.
das estruturas seriadas.
da experiência passada permanece a construção.
a construção no sentido de um “gaudi”
a intromissão da letra,
da palavra,
do trocadilho intrometido,
da letra de música popular,
revela o nosso mundo.
a rua, o cartaz, o anúncio de cinema de bairro,
com a sua comunicação anárquica.
a revista de grande tiragem,
o jornal vespertino a novela de tv,
as inscrições nos muros,
o futebol e o improviso,
enfim tudo o que é vivência,
alegrias e tristezas,
do homem anônimo da rua
chamado pela crônica policial,
de: o popular.
indivíduo inteligente e criador
cônscio de sua liberdade
que critica a ordem fascista
que teme a guerra, a máquina,
e a bomba apocalíptica.
o artista.

( Maurício Nogueira Lima )

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Amanhã o meu amigo João Villares, expõe tapeçarias inspiradas nos dirigíves construídos pelo seu tio-bisavô, um tal de Santos Dumont… Não percam !!!

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E VOCÊ ??? AINDA NÃO FOI ???

Há um quadro na pinacoteca do Estado que faço questão de ver toda vez que vou lá … é um quadro da fase pop do Maurício Nogueira Lima, acho que o mestre é ao meu ver a pessoa que fez os melhores quadros sobre futebol na história da arte mundial (pelo menos da que eu conheço) e também que esta fase POP deste pintor concreto era uma fase luminosa na História da Arte de Pindorama e que merecia há muito tempo uma exposição decente… Pois bem, ao apreciar a exposição deste gênio que está em cartaz no Centro Cultural Maria Antônia reparei que o quadro estava lá, mas depois achei que havia alguma coisa estranha, algo não batia … conversando então com o curador descobri que aquele quadro era outro, na verdade era o mesmo desenho de figuras em claro-escuro de uma cena de jogo de futebol, só que o quadro da Pinacoteca o fundo era em vermelho e branco com manchas verdes, enquanto que no quadro que está exposto o fundo é em verde e branco e as manchas em vermelho … Quem visitar a exposição deverá obrigatóriamente ler um poema deste paulistano (nascido em Pernambuco ), escrito em um catálogo de uma mostra antiga (que está exposto em uma vitrine horizontal)… outra curiosidade é um quadro retratando Roberto Carlos que pertence a coleção do mesmo …

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“No segundo andar da Bienal não há nada. Literalmente. No primeiro, algumas obras minguadas. Entre elas, um escorregador, de Carsten Höller. Escorregador mesmo (…)
Se é para perturbar a seriedade sagrada dos lugares reservados às artes, uma sugestão: instalar a próxima bienal no Playcenter.”

( Jorge Coli )

Este é um fragmento do genial artigo do referido jornalista que saiu domingo na Folha, detonando a Bienal… que entre outras coisas, nos lembra que esta coisa de espaço vazio, já foi feita há meio século … O que Jorge Coli não percebe no entanto, é que esta mostra pode, sem querer, trazer benefícios às artes plasticas … tal qual a bienal de 85, que mesmo sem intenção, enterrou o neo-expressionismo com aquela coisa monstruosa chamada “a grande tela”; esta mostra ao se exacerbar na prática da picaretagem, pode (também de maneira não intencional) abrir os olhos da sociedade, para que não se tolere mais tais engôdos … afinal, tente convencer um torcedor de futebol a assistir uma partida sem times, sem juiz nem bandeirinhas ou gandulas, somente o gramado vazio … ou então, se quiser lidar com um público mais culto, chame os assinates da Sala São Paulo e diga a eles que no próximo final de semana haverá um espetáculo sem som … somente o silêncio, para que cada um ouça sua voz interior …
Espero que esta Bienal entre para a história como exemplo negativo, para que todos possam gritar : – De palhaçada já chega !!!
Não fui, e acho que não irei nesta exposição … acho que ficaria muito, mas muito deprimido mesmo, ao ver aquele andar vazio, sabendo que tanto eu, quanto outros excelentes artistas, poderíamos ter colocado nossas obras lá …

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DICAS VARIADAS

EXPOSIÇÃO: Fui ver “As Coleções da Museu Nacional do Azulejo de Lisboa” que está no SESI do prédio da FIESP (Av. Paulista 1313) até 20 de julho. Lá todos poderão comprovar uma tese, com a qual que tentei obter uma bolsa em uma renomada fundação lusitana … de que há coincidências entre a azulejaria portuguesa e o neoplasticismo de Mondrian & Cia …

CINEMA: Vá assistir “Falsa Loura” o mais recente filme de Carlos Reichembach, só as interpretações da Rosanne Mulholland e da Djin Sganzerla já valem o ingresso, mas não é só isto, a película é bem montada, com uma utilização muito inteligente da fusão (quando duas imagens ficam meio transparentes e se fundem), e com um divertido uso dos clichês cinemátoráficos …
Veja aqui um bate papo do Reichembach com outro grande gênio do cinema brasileiro Andrea Tonacci que falou sobre seu belíssimo filme (que também está em cartaz) “Serras da Desordem”, outro filmaço que estreou agora …

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