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{ Tag Archives } literatura

DA RELIGIOSIDADE – A LITERATURA E O SENSO DE REALIDADE – Vilém Flusser – Editora Escrituras – 2002 Este livro é uma coletânea de ensaios, cuja escolha “obedeceu a um critério vagamente temático, que é o seguinte: a literatura, seja ela filosófica ou não, é o local no qual se articula o senso de realidade”, como explica o autor… Nestes ensaios, este brilhante (no sentido mineralógico) filósofo tcheco, versa sobre a religiosidade, a dúvida, Kafka, a poesia concreta e Guimarães Rosa, entre outras coisas… Quem quiser uma palhinha, pode ler primeiro dois contos de Guimarães Rosa Fita verde no cabelo (Nova velha estória)
As Garças:

https://rl.art.br/arquivos/6182745.pdf?1512593288

e depois ver os ensaios de Flusser sobre estes contos

http://www.flusserbrasil.com/art347.pdf

http://www.flusserbrasil.com/art348.pdf

Quem quiser se aprofundar na filosofia flusseriana pode acessar o site abaixo onde são encontrados textos em português, ingles, francês e alemão…

http://www.flusserbrasil.com/

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Finalmente terminei de ler “O Arco-íris da Gravidade” de Thomas Pynchon – Companhia das Letras – tradução de Paulo Henriques Britto.., Valeu a pena desbravar estas 731 páginas com cerca de 400 personagens… provavelmente ele é o maior escritor vivo… é um livro daqueles que temos que reler de tempos em tempos.
Vejam uma brilhante descrição desta magnífica obra aqui

https://sabotagem.net/o-arco-%C3%ADris-da-gravidade-797014b…

Observação: Quando Felipe Siqueira postou seu artigo acima o livro estava fora de catálogo , mas em 2017 foi lançada uma segunda edição.

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SILVIA NASTARI – O PROJETO GRÁFICO DA COLEÇÃO BIBLIOTECA DA LITERATURA BRASILEIRA, PUBLICADA PELA LIVRARIA MARTINS EDITORA NAS DÉCADAS DE 1940 E 1950

Existem pessoas que, tal qual mergulhadores que desafiam as profundidades oceânicas para resgatar tesouros marinhos que jazem nos fundos dos mares; se embrenham em sebos, livrarias, arquivos digitais, etc, para resgatar tesouros culturais, que permaneceriam esquecidos… com certeza, nos céus deve haver um lugarzinho reservado para estas pessoas, pois o resgate da memória é uma forma de minimizar o nosso subdesenvolvimento (“país subdesenvolvido não tem memória”, já dizia o ditado).

Uma destas pessoas é Silvia Nastari, que elaborou uma tese de mestrado sobre o projeto gráfico da coleção Biblioteca de Literatura Brasileira, publicada pela Livraria Martins Editora nas décadas de 1940 e 1950, que foi criada por meu ilustre avô José de Barros Martins.

Esta coleção foi ilustrada pelos melhores artistas plásticos da época: Tarsila, Anita Malfatti Alberto Guignard , José Wash Rodrigues, Santa Rosa, Clóvis Graciano, Francisco Acquarone, Darcy Penteado, Di Cavalcanti, Aldemir Martins, etc… que  estão nas páginas de livros como “A Moreninha”,  “Iracema”, “Marília de Dirceu”, “Vida e Morte do Bandeirante”, “Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens”; “Casa Velha”, “Os Escravos”, “Memória de um Sargento de Milícias”, “O Ermitão de Muquem”, “O Garimpeiro”, “Noite na Taverna”, “Macário”, “Lourenço” etc…

Além das capas e ilustrações, dentre muitas coisas, a tese de Silvia Nastari mostra as capitulares (letras no início da obra, de maior dimensão que o restante corpo do texto) da coleção, feitas por Tarsila, Darcy Penteado, Aldemir Martins, etc…

Hoje, ao visitei meu pai, e pude contemplar sua tese, fiquei encantado… quem se interessar pode ir à biblioteca da FAU-USP e apreciar este brilhante trabalho…

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MAIOR QUE O MUNDO – Reinaldo Moraes – Editora Alfaguara

Um dos melhores escritores atuais.

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“Quando uma sociedade se corrompe, o que gangrena primeiro é a linguagem”

(Octávio Paz em O labirinto da Solidão) livro de ensaios sobre a realidade latino americana, cuja leitura é muito útil nestes dias que estamos vivendo
A imagem pode conter: texto

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Amanhã – Josef Conrad – Tradução: Mário Bersighello -Edições Folha

Gostei bastante desta novela de Conrad… dele só havia lido romances (Lord Jim e Coração das Trevas)… está novela é uma metáfora de uma situação na qual alguém espera tanto uma coisa é fica tão ensandecido que quando a coisa ocorre este alguém não percebe…

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O Barco Aberto – Stephen Crane – Edições Folha de São Paulo

Stephen Crane foi um dos precursores do realismo norte-americano, admirado por Hemingway e outros… Esta novela conta a estória (verídica, da qual o autor tomou parte) de um naufrágio na costa da Flórida. Vale a pena conferir!!!

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Rodrigo Rey Rosa – Tres Novelas Exóticas -Editora Alfaguara

Só agora que estão publicando este escritor guatemalteco em Pindorama, porém este livro ainda não tenha saído por aqui.

São três novelas: “Lo que Soñó Sebastián”, “La Orilla Africana” e “El Tren a Travancore” passadas na selva de Petén (Guatemala), Marrocos e no sul da Índia. Não gostei da primeira, pois achei os personagens estereotipados, já a segunda e a terceira são muito boas, uma mistura de Bolaño e Tabucchi…

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BENITO CERENO – Herman Melville – Tradução: Bruno Gambarotto – Editora Grua Livros

“Benito Cereno continua suscitando polêmicas.Há quem julgue a obra-prima de Melville e uma das obras-primas da literatura. Há quem o considere um erro ou uma série de erros. Há quem tenha sugerido que Herman Melville propôs-se a escrever um texto deliberadamente inexplicável que fosse um símbolo cabal deste mundo, também inexplicável.”

(Jorge Luis Borges)

É uma pena que meu amigo Arnaldo Xavier não esteja mais entre nós para que eu pudesse comentar esta pequena obra-prima com ele… Em uma leitura superficial, parece uma novela de piratas racista e escravagista… prestando mais atenção, percebemos que o racismo está na cabeça de um dos personagens, o Capitão Amasa Delano (e que isto impede que ele perceba mais claramente o que está se passando), tendo o livro então uma mensagem anti-escravagista, na qual os negros seriam o oposto do esteriótipo de “escravo amável” de Gilberto Freyre, sendo que toda a obra estaria estruturada em torno de um personagem complexo (o escravo Babo)… já outros acham que Melville estava pouco se lixando para estas questões, que arrasado e endividado pelo fracasso de Moby Dick, ele procurou criar uma novela tensa e contundente com personagens marcantes e que os conflitos raciais presentes no livro
decorrem da época em que ele foi escrito (cinco anos antes da Guerra da Secessão)… Seja qual for a interpretação, todos concordam que este livro genial mexe com a cabeça do leitor…

Este livro foi tranposto para o cinema em 1969, numa produção franco-ítalo-brasileira dirigida por Serge Roullet… bem que
o Tarantino poderia refilmá-lo…

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O ESTRANGEIRO – Albert Camus – Tradução; Valerie Rumjanek – Reli este livro quase quarenta anos depois da primeira vez… (na verdade foi o maior intervalo de minhas releituras)… e agora percebi que ele professava uma filosofia profética… não que eu me identifique com o modo como o Sr. Meursault (personagem principal e narrador) via o mundo (muito pelo contrário)… porém lendo o livro percebemos que a apologia da indiferença (preconizada por Camus em 1957) hoje se tornou o pensamento dominante… naquela época uma pessoa assassinar um desconhecido porque o sol estava muito forte era algo inusitado… hoje vemos assassinatos por motivos ainda mais fúteis…

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