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{ Tag Archives } música

rei-da-boca

Hoje faz um século do nascimento do maior cantor brasileiro: Orlando Silva… em 1991 eu pintei este quadro em homenagem a ele… hoje procurei a segunda edição de sua biografia em 3 livrarias e não encontrei em nenhuma…êta país de emboabas imbecilizados que não dão valor aos seus verdadeiros gênios!!

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Uma coisa que meu cunhado Rafael Moralez detesta são pessoas que vão a shows e proferem “uh-úhs” após a apresentação de uma canção. Segundo ele, após uma música o público de ve aplaudir, ou até mesmo vaiar, mas jamais gritar “uh-úh” pois não há sentido algum nesta manifestação sentencia o filósofo… Pois bem, ele ficaria terrivelmente incomodado se estivesse ontem no SESC Vila Mariana… pois ouviram-se centenas deste tipo de manifestação no show que Arnaldo Batista realizou… Somente Arnaldo e um piano…. já no início fui suprendido: o ex-mutante voltou a tocar piano de verdade, sua técnica esta uns 80% da época em que gravou “Loki”, o que já é uma maravilha!!!! No show, além das músicas de sua autoria Arnaldo tocou “A Hora e a Vez do Cabelo Nascer” (Mutantes), “Rocket Man” (Elton John/ Bernie Taupin) “Honky Tonky Woman” (The Rolling Stones), “A Media Luz” (Edgardo Donato/ Carlos Cesar Lenzi), Perfidia (Alberto Dominguez), “Casinha Pequenina” (Silvio Caldas), e muitas outras, Genial!!! Aplaudi bastante cada canção, mas em respeito a este princípio filosófico também por mim adotado, não proferi nenhum “uh-úh”…

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Chegou o carnaval… é hora de ouvir a marchinha “Áio no Ôio” composta pelo meu amigo Paulo Padilha: clique aqui

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Um sonho recorrente que eu tenho (uma ou duas vezes por ano) é que eu entro em uma loja de discos e encontro um disco raríssimo dos Mutantes… pois bem estava em uma feijoada na casa de meu cunhado e um amigo dele me disse que existia um vídeo no Youtube sobre uma gravação que os Mutantes tinham feito de “Caminhante Noturno” em inglês, em uma apresentação para a TV francesa, com orquestra e tudo… vejam só!!!

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Hoje Herivelton Martins faria 100 anos, mas como país emergente não tem memória, então quase ninguém comenta… que pena

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serge

Fui assistir “Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres” (Serge Gainsbourg, Vie Héroïque, na lingua original), filme dirigido por Joann Sfar, um quadrinhista… a influência dos comixs com bonecos contracenando com atores no começo agrada, mas logo torna-se um pouco cansativa diante da riqueza e complexidade existencial do biografado… não gosto de tudo que Gainsbourg gravou… não gosto dos seus discos do final dos anos sessenta nem de algumas outras fases posteriores, porém os seus discos iniciais são geniais, assim como é genial sua gravação de “Smoke Gets In Your Eyes” realizada no final dos anos setenta, e principalmente “La Javanaise”, sua obra-prima, uma das canções mais belas de todos os tempos!!! Aqui vai um desenho que fiz em sua homenagem em 1991, quando soube que ele tinha falecido…

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Pouca gente sabe, mas no início dos anos oitenta participava de um grupo musical muito bom, que tocava uma música dodecafônica com toques de serialismo e outras coisas mais… chamava-se Dentro do Piano alguns integrantes viraram músicos como o André Magalhães, Paulo Padilha, o Sérgio e Sidney Molina… outros se tornaram arquitetos, atrizes, físicos entre outras profissões…
As pessoas menos informadas, falavam que éramos uma imitação de Arrigo Barnabé, sem saber que a mistura de música atonal com música brasileira começou bem antes, na verdade o primeiro com o disco do gênero é “Dédalus” de Marcus Vinícius de 1970… depois apareceu Alcides Neves que lançou um LP com uma mistura de música nordestina com música dodecafônica chamado “Tempo de Fratura” em 1979… então era um gênero músical que estava sendo explorado, ninguém imitava ninguém, cada um tinha o seu estilo, nossas letras não eram flash-backs do cotidiano, nem eram sociais… nossas letras estavam mais próximas da estética do Cinema de Invenção (ou Cinema Marginal), isto ocorreu sem querer, pois na época nenhum de nós já tinha visto qualquer filme do gênero. Quanto ao som, o vocal tendia mais para o jogral-radiofônico, com um pianista genial (uma espécie de Jimi Hendrix do piano, que abria o tampo do instrumento e harpejava enfurecidamente as cordas expostas), um violonista-concertista e uma banda competente…
Outro dia uma das integrantes, a Maria Paula, mandou-me um arquivo com letra de “Maldição Número 1”, a nossa melhor obra, quando eu conseguir o audio, prometo que publico.

O Dentro do Piano era composto por Aline (vocais), Maria Paula Zurawski (vocais), Aluísio Dutra Jr. (baixo), André Magalhães (bateria), Baixo Ribeiro (percursão), Cristian (vocais), José Geraldo Martins (guitarra), José Roberto B. Oliveira (piano), Paulo Padilha (violino), Sérgio Molina (guitarra) e Sidney Molina (vilão).

MALDIÇÃO NÚMERO 1 (1981)
(Sidney Molina/ José Roberto B. Oliveira)

1 – Por que você me trouxe até aqui?
2 – Não temas…
1 – Aonde você vai? Não me deixe aqui!
2 – Venha, venha…
1 – Estamos ilhados. As águas, as águas! Vamos ser tragados!
2 – Para sempre! Para sempre!
1 – Mas eu nunca pulei dessa altura antes.
2 – Então vire à direita, sempre à direita.
2 – O sexto degrau, o sexto degrau!
1 – Não, o sétimo, o sétimo!
2 – O sexto, desça até o sexto degrau.
2 – O sétimo, sim, o sétimo!
2 – Volte… volte… volte para o décimo primeiro…
1 – A porta.
2 – A porta.
1 – A porta, agora?
2 – A porta.
2 – A porta.
1 – Então… a porta.

1 – Aaaaaah! Essa luz… essa luz!
2 – Intensa.
1 – O astro está em chamas.
2 – Mas as Escrituras, as Escrituras!
1 – Não, eu não respiro ar condicionado.
2 – Rasteje, rasteje de volta (com toda a força!)
1 – Não.
2 – Pule a cerca de arame.
1 – Mas como, se a laje está cheia de óleo?
2 – A verdade é uma só.
1 – Quando, quando?
2 – E a múmia?
2 – A múmia… a múmia do faraó!

1 – Não…! Todos os homens são diferentes. Os vírus, os vírus, mate-os com a faca, aaai!
Está muito frio aqui fora…

1 – Não me lembro de mais nada.
2 – Beba isto.
1 – Mas como? Mas como?
2 – Isso é problema seu.
2 – É. Isso é problema seu.

1 – O cachorro está solto. Meus pés! Meus pés não me obedecem. Não consigo correr. Ele vai me pegar.
2 – Atravesse a estrada a pé, atravesse!
1 – Ahhh! Ele me mordeu. Ficou pendurado.
2 – Atravesse a faixa no meio do sinal.
1 – Não posso. Meu sapato ficou preso no formigueiro.
2 – Seu filho de uma corda! Saia do meio da avenida!
2 – Você tá estimulando o trânsito.
1 – O asfalto está muito quente!
2 – Claro! À noite ele conserva calor.
1 – Aaah! Eu quero sair daqui.
2 – Passe entre os automóveis.
1 – Mas é muito estreito.
2 – Vire-se rápido. Suas calças estão caindo.
1 – Não consigo alcançá-las.
2 – Vire-se, vire-se… Isso é problema seu.
1 – Já sei. Vou tomar o elevador.
2 – Espere. Antes atenda ao telefone.
1 – Oh! O caminhão não tem parâmetros.
2 – Está ouvindo a música? Enquanto isso, conte as notas.

1 – A ignição falhou.
2 – Então desça da árvore.
1 – Quando?
2 – Segunda-feira.
1 – estou ficando cego ou equivalente|! Fechem os meus olhos.
2 – Mas você é muito volátil.
2 – Tudo é uma farsa. Dentro do piano. Dentro do piano.
1 – Xii! O despertador não tocou.
(Toca o despertador.)
1 – Aaah!
2 – A múmia!

E à medida que a múmia se aproximava, ele ia perdendo a visão. Durante a queda, sua mente imaginava: onde será o fim do túnel?

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MY GENERATION:

Minha carreira de pintor está devagar… meus amigos “artistas” da faculdade já penduraram as chuteiras… mas nem tudo está perdido: meu grande amigo de ginásio Paulo Padilha acaba de ter uma composição gravada pela Simone: veja aqui.

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Fui passar o reveillon em Assis, sem jamais suspeitar que lá é a terra do lendário grupo de rock Mac Rybell … só agora pesquisando no site Brazilian Nuggets, pude descobrir que esta banda foi formada no Colégio Dioscesano, que ainda funciona naquela cidade…
Neste blog você pode baixar verdadeiras preciosidades como Os Baobás, Quarteto Nova Era, Os Megatons, Os Canibais, Silvinha, Os Abutres, Ronnie Von, além de ouras raridades como Alcides Neves (que mistura música dodecafônica com música nordestina, inclusive com letras do Poeta Arnaldo Xavier) ou The Funky Funny Four que conforme descrito no blog “é nada mais nada menos que Lanny Gordin (guitarra), Liminha (baixo, dos Mutantes), Suely Chagas (vocal, ex-O’Seis, o pré-Mutantes), Dinho (bateria, também dos Mutantes), Pedrinho (vocal, ex-Código 90) e, ainda, Lineu e Fernada nos vocais.”

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SOBRE LEITURAS

Depois de ler “A Sombra do Vulcão” e “Cáustico Lunar” de Malcolm Lowry e “O Sonho dos Heróis” de Adolfo Bioy Casares, estou lendo “Kind of Blue – A Histórica Obra Prima de Miles Davis” de Ashley Kahn (tradução Patrícia de Cia e Marcelo Orozco), que fala sobre o genial disco que Miles gravou com Bill Evans, Wynton Kelly, John Contrane, Cannonball Adderley, Paul Chambers e Jimmy Cobb … fiquem com o texto da capa do LP, escrito por Bill Evans:

“Existe uma arte visual japonesa na qual o artista é forçado a ser espontâneo. Ele tem de pintar sobre um fino pergaminho esticado usando um pincel especial e tinta a água na cor preta, de tal forma que qualquer pincelada afetada ou suspensa pode destruir o traço ou rasgar o pergaminho. Correções ou mudanças são impossíveis. Esses artistas têm que praticar uma disciplina particular, de permitir à idéia expressar-se por si só em comunicação com as suas mãos, de uma maneira direta tal que a deliberação não possa interferir.
As imagens resultantes carecem de composição complexa e das texturas da pintura comum, mas diz-se que pessoas de visão irão encontrar algo capturado que escapa à explicação.
Esta convicção de que a ação direta é a reflexão mais plena de significado, creio eu, instigou a evolução de disciplinas extremamente severas e ímpares dos músicos de jazz ou improvisadores.”

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